Balançar a cabeça, concordando, e olhar para a professora com ar de compreensão era o novo preto para mim. O que eu menos queria era ter que comentar alguma coisa, ler alguma coisa, participar de alguma coisa... Não me entenda mal, eu ainda não quero, mas a coisa parece ter ficado um pouco mais leve. Porque eu ainda não quero participar de discussões calorosas? Sabe como um pinguim se sente em terras tupiniquins? Poisé, imagine um pinguim chamado Mariana Bortoletti em meio ao calor de uma discussão sobre educação e patrimônio.
Aula passada não foi das piores, tivemos momentos curiosos com a discussão do quão engraçado, irônico ou chato era Ulpiano Bezerra de Menezes, passando por teorias criadas por colegas e terminando em uma declaração espontânea e polêmica da professora. Eu não sei se concordo com ela, nunca tive um contato tão porfundo para entender o Museu da Lomba... Mas eu concordo com a chatisse do Ulpiano e o "querer ser" que ele carrega, apesar da bagagem interessante que ele tem a passar adiante.
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| Prazer |
O momento em que eu mais me senti confortável nessa aula foi o momento de museus e mercado. Por mais patético que pareça, eu gosto da relação das coisas com o mercado, quando elas saem de sua zona de origem e se colocam no mercado. Eu não acho ruim consumir o que o museu tem a passar... Talvez seja minha formação administrativa falando através de mim, mas quem não é visto não é lembrado. Me diz, rápido, que filme fez mais sucesso mundial: Avatar ou Whip it?
E para quem ainda tem dúvida, eu não li o texto do Ulpiano. Sincera. Ponto.

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